Imagem do album dos doismileoito

Imagem do album dos doismileoito

Começaram em 2005 e já se chamavam doismileoito, segundo eles, sem qualquer ligação com o ano de 2008. Este trio de rapazes fazia a sua música na cave do André, o baterista e pianista da banda. No inicio apresentavam as músicas no MySpace onde se denominavam por Pedrim, Andrim e Nicolim.  O Single de estreia dos doismileoito foi o “Acordes com Arroz”. Estes 3 jovens da Maia tiveram a sua rampa de lançamento no TMN Garage Sessions 2006 onde ganharam o 1º lugar entre muitas outras bandas nacionais e com isso puderam actuar no palco principal do Festival Sudoeste. Em Fevereiro deste ano, a banda lançou o seu primeiro álbum pela EMI com o nome “doismileoito”.

Os doismileoito têm agendado um concerto para a Nokia ONLIVE, outro Castelo Branco no Concerto Flash da Vodafone e também mais alguns concertos em alguns bares. Para os conhecermos melhor, a BIP foi entrevistar esta banda:

BIP: Como e quando começaram os doismileoito?

Os doismileoito começaram em 2005. O Pedro e o André já se conheciam da escola secundária e conheceram o Nicolau numa jam session, na Maia. O André tem uma cave, onde ensaiamos desde então.

BIP: Porquê doismileoito?

Por nenhuma razão em especial. O nome surgiu no início da banda e ficou. Pode significar o que cada um quiser. Não tem nada a ver com o ano. Nunca tivemos a ideia que o álbum saíria no ano passado. Queríamos só que saísse. Não vamos mudar para ‘doismileonze’ durante este ano nem nada. Vai ficar mesmo assim. Parece-nos que a maioria das pessoas estranha, mas não esquece.

BIP: Quais as vossas influências?

Tentando contornar o facto das nossas influências serem muito díspares e que estão sempre a mudar, apesar de nos últimos tempos se terem aproximar porque trocamos muita música, conseguimos dizer que o Pedro gosta de Michael Jackson e Beastie Boys, o André de Beethoven e Beatles e o Nicolau gosta de Tom Waits e Deerhoof.

BIP: Como foi o vosso primeiro concerto?

A primeira vez que tocámos em público foi na 1º eliminatória do TMN Garage Sessions,Abril de 2006. Tocámos para o júri e para as outras bandas concorrentes. Éramos mesmo verdes e estávamos muito nervosos. Isso notava-se e talvez tenha sido por isso que fomos escolhidos, pela nossa ingenuidade, tanto a fazer música como no palco. O primeiro concerto a sério foi uns dias depois, no Azenha, perto de Vila do Conde. Estavam lá os nossos amigos todos e foi mesmo muito bom.

BIP: Para a maioria das pessoas, quem canta em português fica por Portugal. O que pensam disso?

Nós queremos ficar por Portugal! O estrangeiro virá, se vier. Nós cantamos em português porque somos portugueses e fazemos música para portugueses. Isso de quem canta em português não ir lá para fora não é regra. Apesar de serem estilos mais ligados às raízes e ‘mais portugueses’, veja-se a Mariza e a Sara Tavares, por exemplo. Mas isso não é algo que nos preocupe, por enquanto. Primeiro queremos conquistar o nosso país.

BIP: TMN Garage Sessions, foi a vossa rampa de lançamento?

Deu-nos sem dúvida alguma visibilidade, mas acima de tudo levou-nos à EMI, o que mudou o rumo da banda. Não queríamos andar a tocar em bares pequenos sem álbum para mostrar, nem a participar em concursos mais pequenos indefinidamente. Escolhemos o concurso da TMN porque tinha o melhor prémio: editar um álbum por uma major e tocar no Sudoeste.

BIP:Têm medo da fama?

Não sabemos se vamos ser famosos, mas não temos propriamente medo disso, porque confiamos em nós próprios. Sabemos que temos de ter cuidado com a fama. Ela pode trazer uma confiança que pode cegar. Nunca devemos ser demasiado confiantes. Devemos querer sempre fazer algo melhor e fiel a nós próprios e não aos outros. Queremos ter os pés bem assentes na terra e andar na rua à vontade. Por outro lado, claro que procuramos reconhecimento pela nossa música e queremos que as pessoas gostem dela, mas isso é outra coisa.

BIP: Como descrevem o vosso disco de estreia?

As bandas ficam sempre meias ridículas a explicar como é a música que fazem. Talvez seja porque estão demasiado próximas do trabalho ou também porque não querem vender a música como se vende um aspirador. Ainda por cima em Portugal, onde quem diz bem do seu trabalho passa logo por convencido. Podemos dizer que é um álbum heterogéneo mas coerente, mas o melhor é mesmo ouvir, o álbum todo !

BIP: O que acham da Pirataria?

Como músicos, actualmente, não podemos contorna-la. Já vimos o nosso álbum disponível em blogs e torrents e quase vemos isso como mais uma forma de promoção. As pessoas, quando põe um álbum de música portuguesa online, apelam cada vez mais para apoiar os artistas e comprar o álbum, se gostar. Há uma consciência, uma espécie de pirataria patriótica. Como uma forma de mostrar que se gosta daquele disco. Comprem o nosso disco e vão aos concertos!

BIP: O que têm os doismileoito na agenda para 2009?

Por enquanto estamos a fazer algumas Fnacs, numa escala de concerto mais reduzida. Depois disso, vamos fazer uma tour por bares e pequenos auditórios por todo o país. No outro dia já tivemos a confirmação de dois festivais de verão!

BIP: Quais os objectivos dos doismileoito?

Fazer a música que quisermos fazer.


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